O que intelectuais chamam de sistema
É uma estrutura de tal forma inquebrável...
Imagine o sujeito que aceita o dilema,
E crê que, por dentro, irá conquistá-lo:
Pensa que a apropriação o destrói,
Mas é o sistema que vai consumi-lo.
"Quem luta com monstros deve cuidar para que,
no processo, não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um
abismo, o abismo também olhará para dentro de você"
Mas imagine o outro ser,
Que, cego na fé do super-herói,
Não nota o desejo egoísta do outro de ter
Subindo os degraus da sua adoração;
Enquanto você o aplaude e chora,
E dobra os joelhos rezando em vão.
"Quem luta com monstros deve cuidar para que,
no processo, não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um
abismo, o abismo também olhará para dentro de você"
No início, quem sabe, a intenção era boa,
Mas ao ver o abismo e o gosto do poder,
A velha virtude rapidamente escoa.
Num sopro ele vira o opressor que outrora
Dizia combater; e no silêncio da queda,
Resta apenas uma voz que destoa.
"Quem luta com monstros deve cuidar para que,
no processo, não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um
abismo, o abismo também olhará para dentro de você"
Agora ele veste a capa do conservador:
Quer manter o mundo que o faz lucrar.
Discursa sobre mérito, “Deus”, pátria ou amor,
Dogmas que prega sem nunca aplicar.
Quem o escuta — massa manobrável —
Vira boi manso pro pasto de um novo senhor.
"Quem luta com monstros deve cuidar para que,
no processo, não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um
abismo, o abismo também olhará para dentro de você"
Quem irá nos libertar, lutar por nós?
Ninguém! Todos os heróis
São apenas malandros que ganharam voz,
E servem, no fim, ao mesmo opressor:
Seus próprios desejos de fama e sucesso.
Somente nós, sós, seremos o nosso salvador.
"Quem luta com monstros deve cuidar para que,
no processo, não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um
abismo, o abismo também olhará para dentro de você"
O que intelectuais chamam de sistema
É uma estrutura de tal forma inquebrável...
Imagine o sujeito que aceita o dilema,
E crê que, por dentro, irá conquistá-lo:
Pensa que a apropriação o destrói,
Mas é o sistema que vai consumi-lo.
"Quem luta com monstros deve cuidar para que,
no processo, não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um
abismo, o abismo também olhará para dentro de você"
Mas imagine o outro ser,
Que, cego na fé do super-herói,
Não nota o desejo egoísta de ter
Subindo os degraus da sua adoração;
Enquanto você o aplaude e chora,
E dobra os joelhos rezando em vão.
"Quem luta com monstros deve cuidar para que,
no processo, não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um
abismo, o abismo também olhará para dentro de você"
No início, quem sabe, a intenção era boa,
Mas ao ver o abismo e o gosto do poder,
A velha virtude rapidamente escoa.
Num sopro ele vira o opressor que outrora
Dizia combater; e no silêncio da queda,
Resta apenas uma voz que destoa.
"Quem luta com monstros deve cuidar para que,
no processo, não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um
abismo, o abismo também olhará para dentro de você"
Agora ele veste a capa do conservador:
Quer manter o mundo que o faz lucrar.
Discursa sobre mérito, “Deus”, pátria ou amor,
Dogmas que prega sem nunca aplicar.
Quem o escuta — massa manobrável —
Vira boi manso pro pasto de um novo senhor.
"Quem luta com monstros deve cuidar para que,
no processo, não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um
abismo, o abismo também olhará para dentro de você"
Quem irá nos libertar, lutar por nós?
Ninguém! Todos os heróis
São apenas malandros que ganharam voz,
E servem, no fim, ao mesmo opressor:
Seus próprios desejos de fama e sucesso.
Somente nós, sós, seremos o nosso salvador.
"Quem luta com monstros deve cuidar para que,
no processo, não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um
abismo, o abismo também olhará para dentro de você"

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