1984 (George Orwell)
Como segundo influência na escrita do meu livro, devo citar o clássico 1984 do George Orwell. Uma obra espetacular e que assim como meu livro também se trata de uma distopia. A história também virou filme e pode ser assistido gratuitamente no YouTube, mas é claro que o livro é muito mais estimulante e completo. O livro inspirou a criação de programas de televisão como Big Brother Brasil e outros no mesmo estilo, provando que em grande medida vivemos numa distopia ou que ao menos estamos constantemente buscando. Devemos nos lembrar que somos constantemente vigiados e que o nível burocrático na nossa realidade concreta não é menor do que a descrita no livro.
O Cenário
A história se passa em um futuro distópico, na Oceania, um superestado governado pelo Partido e liderado pela figura onipresente do Grande Irmão. A sociedade vive sob vigilância total através de "teletelas" e da constante ameaça da Polícia do Pensamento.
O Protagonista e o Controle Social
O protagonista é Winston Smith, um funcionário do Ministério da Verdade. Seu trabalho é falsificar registros históricos para que o passado sempre concorde com as mentiras atuais do governo. O Partido controla a população através de três mecanismos principais:
- Novalíngua: Um idioma modificado que reduz o vocabulário para tornar impossível expressar qualquer pensamento rebelde.
- Duplo-pensamento: A habilidade de aceitar duas crenças contraditórias simultaneamente como verdadeiras (ex: os lemas do Partido: "Guerra é Paz", "Liberdade é Escravidão", "Ignorância é Força").
- Mutabilidade do Passado: A reescrita constante da história para provar que o Partido nunca erra.
O Conflito e a Rebelião
Winston secretamente odeia o Partido e decide se rebelar. Ele começa a escrever um diário (um crime gravíssimo) e inicia um romance proibido com Julia, uma colega de trabalho. Juntos, eles buscam contato com a "Fraternidade", um suposto grupo de resistência secreta liderado por Emmanuel Goldstein. Eles acreditam encontrar um aliado em O'Brien, um membro do alto escalão do Partido que finge ser um rebelde.
O Desfecho e o Esmagamento da Individualidade
Winston e Julia são traídos por O'Brien e capturados pela Polícia do Pensamento. Winston é levado ao Ministério do Amor, onde passa por um longo processo de tortura física e psicológica comandado pelo próprio O'Brien.
O clímax ocorre na Sala 101, o lugar onde os prisioneiros enfrentam seus piores medos. Confrontado com gaiolas de ratos famintos presas ao seu rosto, Winston quebra espiritualmente e trai Julia, gritando para que fizessem aquilo com ela, e não com ele. Essa traição destrói o último traço de sua dignidade, individualidade e humanidade.
O livro termina com Winston, totalmente quebrado e recondicionado pelo sistema, sentado em um café, percebendo que a resistência foi completamente aniquilada. A frase final decreta sua derrota absoluta: "Ele amava o Grande Irmão".
Foi uma influência para minha produção literária e é um livro que recomendo fortemente. Depois da leitura é inevitável que fragmentos do livro sejam percebidos em diversos momentos da nossa distopia disfarçada de normalidade.
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