Apesar de aparecer como quarto livro, Admirável Mundo Novo foi o segundo livro que li dos quatro apresentados aqui. Uma distopia cientifissista surpreende e que sem sobra de dúvidas deve ser leitura obrigatória, mas vamos ao resumo: Publicado em 1932 por Aldous Huxley, é uma das maiores obras distópicas da literatura mundial. O livro apresenta uma sociedade global futura (por volta do ano 2540) controlada por um Estado autoritário e cientificista. Nesse "mundo perfeito", a infelicidade, a guerra, a velhice e a pobreza foram eliminadas. Contudo, a estabilidade e a "felicidade" são mantidas através da abolição de pilares fundamentais da humanidade: a família, a religião, a arte, a ciência autêntica, a literatura e a liberdade individual. O sistema funciona através de pilares de controle extremo estruturados da seguinte forma:
Reprodução e Condicionamento: Os humanos já não nascem de gestações naturais. São criados em incubadoras e geneticamente modificados e divididos em cinco castas — de Alfa (os intelectuais e líderes) até Épsilon (trabalhadores braçuais). Desde a incubação, eles passam por condicionamento físico, intelectual e psicológico. Durante o sono, recebem mensagens repetitivas (hipnopedia) que moldam seus desejos e aversões para aceitarem sua posição social sem questionar.
A "Felicidade" Obrigatória: O Estado promove o prazer imediato, a promiscuidade ("todos são de todos") e o consumo incessante. A dor e a tristeza são erradicadas graças ao Soma, uma droga legalizada que fornece alívio instantâneo e escapismo da realidade.
Os Protagonistas: A narrativa acompanha Bernard Marx, um Alfa que se sente inadequado e isolado por ser menor que os padrões de sua casta, e Lenina Crowne, uma mulher perfeitamente condicionada que aceita o sistema cegamente. Juntos, eles viajam para uma Reserva de Selvagens, onde encontram John, um jovem que nasceu de forma natural na reserva e cresceu lendo as obras de William Shakespeare.
O Choque de Realidades: Fascinado pelo "Admirável Mundo Novo" que sua mãe sempre elogiou, John é levado para a civilização. No entanto, sua visão baseada na literatura clássica o leva a entrar em profundo conflito com o vazio moral, a superficialidade e a falta de emoções genuínas dessa sociedade. Ele questiona o Diretor e o Administrador Mundial, Mustafa Mond, argumentando que o sacrifício da liberdade em troca da ausência de dor é um preço alto demais e que as pessoas têm o "direito a ser infelizes".

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